segunda-feira, 24 de setembro de 2012

capítuloX

Ivan, chegou esbaforido,vinha direto da loja,para encontrar com Isinha.Não sabia o que era mais forte,a vontade de vê-la ou a curiosidade de saber a continuação da história.
Desceu correndo a encosta que vai dar em baixo da ponte.Esbarrou com Sofia,vestida elegantemente,é claro,com um colete feito de tampinhas de garrafa pet.
-Oi Isa,vamos lá não podemos perder tempo.
-Só estava lhe esperando.
As vêzes continuou ela: Eu brincava na casa da vizinha Rose,que tinha a minha idade.Divertia-me bastante,brincando de esconde-esconde,pauzinho queimado,quatro cantos e de cobertor, que era o seguinte: Uma pessoa saía da sala e os outros deitavam no chão e se cobriam com o cobertor,o que estava fora tinha que adivinhar quem era só  pelo toque.Só tinha três chances se não descobrisse tinha que pagar pipoca para tôdos na feirinha.Quem gostava dessa brincadeira era o irmão de Rose,que namorava comigo e aproveitava para pegar na minha mão.
Durante dois anos morei na nova capital  do país Brasília.Foram tempos alegres e felizes.Estudava balé e era a primeira aluna,sempre dançava na frente ensinando as colegas.
Tinha muitas amigas na vizinhança e tôdo sábado organizava uma apresentação de peça teatral,é claro que eu sempre fazia o papel principal.
Vai começar o espetáculo,o cenário já está montado que era a sala da casa.Primeiro vinha a apresentação dos artistas,que entravam cantando:"E agora minha gente uma história eu vou contar,uma historia bem bonita batam palmas quem gostar.
A narradora começava a falar:
-Era uma vêz uma mulher que era doidinha prá casar,e não apareciam pretendentes.Já estava desanimando quando encontrou um que queria se casar com ela ,a única exigência era que comesse pouco.
-Eu não como quase nada,disse ela e se casou com ele.
Na hora das refeições eu que representava a mulher dizia:
-Estou sem fome querido.E não comia quase nada.
Porem o marido notou que apesar de não comer ela estava bem gordinha.E resolveu fazer uma surpresa.Disse que ia viajar,entrou pela porta dos fundos e se escondeu.Logo que se viu sósinha ela gritou:
-Chiquinha faça uns beijus bem fininhos para o café,e uma galinha ensopada para o almoço,uma sopa bem grossa para o jantare ums bifes bem enxutos para eu ceiar.
à noite logo depois da ceia o marido tocou a campanhia.Ao abrir ela fala espantada:
-Marido,como é que você está tão enxuto se está chovendo tanto.
-Se a chuva fosse grossa como a sopa que você jantou,eu estaria ensopado como a galinha que você almoçou,mas como a chuva era fina como os beijus do café eu estou enxuto como os bifes da ceia.
A mulher desmaia e acaba a peça.
Mas nem sempre tudo corria bem, como no dia em que o príncipe esqueceu a fala e a bela adormecida levantou e saiu chorando,desapontando a platéia.
-Agora vamos fazer uma pausa para o lanche,diz Ivan pois hoje eu vou ficar até mais tarde.
Ao ouvir falar em lanche o velho veio correndo e sofia veio dançando como sempre.
Ivan levou sanduiches e maçãs.E como tôdos estavam com fome bastou alguns minutos e tudo estava acabado.

aís

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Tudinha vai à feira

Gertudres,como era o nome verdadeiro de Tudinha,levantou-se bem cedo naquele dia pois era sexta-feira,o dia em que ela ia ao mercado fazer a feira para a patroa Rosely.
Escolheu no quarda-roupa o vestido vermelho de bolinhas brancas que era o seu preferido,colocou os tamancos de salto alto e o chapéu de palha. Para completar o visual não podia faltar o batom vermelho na boca.
E lá foi fazendo um barulhão com seus tamancos ploc,ploc,ploc...
Ao chegar no mercado, avistou logo o moleque Zé, que era seu ajudante.E lá vem ele com seu carrinho de mão.
-Vamos lá Tudinha por onde vamos começar?
-Vamos começar pelas frutas,disse ela.Eu quero doze bananas
-Não se diz doze disse Zé,que de tanto fazer feira,estava bem sabido.Você deve pedir uma dúzia de bananas.
-Ah¹ então eu quero também uma dúzia de laranjas e uma dúzia de ovos.E ia arrumando tudo no carrinho de mão.Quando foi comprar o abacaxi,ficou na dúvida.
-Eu quero uma dupla de abacaxi..
-Não é dupla falou zé,soltando uma gargalhada.Peça dois abacaxis,dois mamões.
-E uma melancia acrescentou Tudinha.
E continuou comprando as verduras,as carnes,não podia faltar a farinha,que D. Rosely era doidinha poa farofa.
E voltaram para casa os dois. Zé ia empurrando o carrinho.Eles eram muito amigos e não paravam de tagalerar.
-Quando chegar lá´eu vou preparar um mingau quentinho para você, disse Tudinha e um pãocom manteiga.
Zé esperava ansioso por aquela hora,pois ainda não tinha comido nadinha.
Tudinha tinha que preparar o café da manhã de D. Rosely e seus dois filhos Téo e Leo que eram gêmeos,porém primeiro cuidou de alimentar Zé,porque ele tinha que voltar para a feira e continuar a trabalhar.Qundo ele partiu,como sempre em disparada,ela começou a pensar no que ia servir e resolveu.
-Uma boa salada de frutas,pois elas juntinhas eram mais saborosa e nutritivas,faria também ovos mexidos que as crianças gostavam muito,pão fresco e café quentinho com leite.
Quando tudo estava preparado e arrumado na mesa que ela enfeitou  com um jarro de margaridas que também trouxe do mercado,ela gritou:
-Venham tôdos o café está servido.
Logo logo apareceram os quatro,D.Rosely,seu marido e os dois filhos.
Ao ver a mesa tão linda e tão saborosa Rosely exclamou.
-Tudinha você é a minha melhor amiga, sem você o que seria de mim? E deu um beijo estalado na bochecha de Tudinha, que emocionada e encabulada correu para a cozinha.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O pinto e a minhoquinha

Esta história se passou no galinheiro de D. Silvana.Lá haviam muitas galinhas,que cocoricavam sem parar e também o pinto Gula, que era chamado assim porque tudo o que via no chão ele engolia.Era um pinto muito guluso.
Em baixo da terra do galinheiro bem lá embaixo,enterradinhas haviam muitas minhocas.Entre elas a minhoca Quinha que era muito sonhadora.E vivia sonhando em subir para a superfície para tomar um pouco de sol.Porém sua mãe nunca deixava.
-Lá em cima é muito perigoso,porque o prato preferido das galinhas são minhocas.
-Ah! mãe deixa só um pouquinho,pediu Quinha,prometo que volto logo.
-Está bem mais não demore.
Assim  ela foi bem ligeirinho furando a terra até chegar em cima.
Ficou tão encantada ao ver o mundo,sentir o calor do sol,que começou a se arrastar alegremente de um lado para o outro,esquecendo logo logo os conselhos da mãe.
E tanto barulho ela fêz que despertou a atenção do pinto Gula,que mais do que ligeiro,veio e engoliu a minhoquinha.
Ela não estava entendendo nada de repente a escuridão e começou a cair,como se estivesse descendo um tobogâ gigantesco.Quando parou de  cair,abriu os olhos devagar e como estava acostumada a viver no escuro,logo começou a ver ao seu redor e descobriu assustada que estava no estômago do pinto.
-Nossa,preciso sair daqui o mais rápido possível antes que eu vire caca de pinto.Eca!
E começou a a se arrastar e a se arrastar e a se esticar procurando uma saída.De repente,uma chuva de pedra começou a cair na sua cabêça.Ela se encolheu em um canto e e ficou toda enrroladinha esperando passar.Quando parou de cair,ela viu que eram na verdade grãos de milho que o pinto acabara de comer.Continuou procurando a saída.Porém não era a toa que o pinto era chamamado de Gula,cascas de frutas,milhos,verduras,folhas,e tudo que é possível imaginar ele comia e caía em cima da minhoca.Mas ela não desistia e começou de novo o seu estica encolhe,em busca da  saída.
De repente um enorme aro passou pela sua cabêça e foi parar na barriga como se fosse um banbolê,ela tentou em vão tirar mas não consegui.E ficou com aquele anel na barriga,tratando de continuar sua escalada pela garganta do pinto.
E já estava quase chegando quando de repente uma verdadeira tromba Dágua entra pela garganta adentro derrubando a minhoquinha mais uma vêz para o fundo do estômago.
Já muito cansada e tôda molhada,começou a chorar e lamentou não ter escutado os conselhos de sua mãe.
Mais uma vêz começou a subir bem depressa,antes que o pinto engolisse mais alguma coisa.Conseguiu,chegou no bico,e quando ele abriu a boca ela pulou fora.
E estava tão cansada que ficou estirada na terra sem conseguir se mexer,e só não foi engolida novamente porque ouviu vozes espantando as galinhas.
-Xô,Xô saiam da minha frente dizia D. Silvana pois preciso encontrar meu anel de brilhante que derrubei.
Ao ouvir isso a minhoca entendeu o que estava preso à sua barriga,era o anel que o pinto engolira.E mais que depressa sumiu embaixo da terra.
Ao ver sua mãe e seus irmãos foi uma alegria,e ela mostrava orgulhosa a sua conquista. O anel de brilhante.
E até hoje se pudessemos ver em baixo da terra do galinheiro,Quinha por onde passava iluminava tudo com seu farol de brilhante. Fim