terça-feira, 19 de junho de 2012

Capítulo IX

Capítulo IX

Eu me sentia perdida naquele casarão,continuou Isinha, assim que nos acomodamos no nosso escritório improvissado,às vêzes sentada no sofá de balanço,que tinha na varanda,então me achava uma formiguinha encolhida a espera de Peter Pan para ir morar na terra do nunca, sem jamais crescer.Eu achava as pessoas grandes esquisitas e complicadas.
Como tôda criança, gostava muito de brincar, na maioria das vezes sózinha pois as irmãs crescidas não brincavam mais.De vêz em quando eu ia brincar na casa de minha prima Lânia,e minha mãe gostava pois achava Lânia um bom exemplo, estudiosa,obediente etc...
Na casa da prima começavam as brincadeiras.
-Vamos brincar de bonecas eu sugeria.E começava a arrumação,porém logo me cansava,pois gostava mesmo era brincar de circo, onde sempre era a trapezista ou bailarina,e Lânia acreditava que ela já tinha trabalhado em um circo e ficava fascinada.
Ivan interrompeu e comentou:
-Nossa,você era mesmo uma pimenta.(rissos)
Ao ouvir as risadas o velho disparou uma gargalhada assustadora.
-Vamos continuar,pois não podemos perder tempo.Ivan estava ansiosa para saber o desfecho da história.São tantas perguntas,-Como Isinha veio parar ali? Aonde andava sua família?E muitas outras.
-Quando mamãe viajava eu ficava na casa de vovó Guida ou da tia Caçula.
-Vovó Guida era um doce de pessoa, morava em um bairro afastado a beira do rio,era muito bom ficar ali com aquela criatura adorável.Muitas vêzes sentada na varanda, olhando o rio, viajava nas assas de sua imaginação para bem longe em busca de principes encantados no desejo de amenizar a solidão.Acordava e tudo desaparecia então ia correndo brincar com a meninada na vizinhança, de pequenique ou de teatrinho.
À noite gostava de ver vovó Guida soltar os cabelos e desmanchar a longa trança presa no alto deixando ver a cascata grisalha cair pelas costas.E pensava:"Quando eu crescer quero ter os cabelos longos e usar uma longa trança presa no alto.E ia dormir preocupada para não molhar a cama Já na casa de tia caçula não se sentia tão a vontade,pois o marido dela era carrancudo e severo,mas gostava de brincar com Lânia.E era melhor ainda quando ficavam na casa da praia.Lá tinha um caramanchão onde sentavam para encenar as peças de teatro que criavam.Logo surgiu a idéia e a irmã mais velha de Lania ajudou e escrever e organizar.Era a história de uma menina que queria ser bailarina e fugiu de casa procurando um circo.O mais engraçado era o príncipe um vizinho desajeitado e exageradamente tímido.Foram vários dias de ensaio  e na véspera da estreia minha mãe chega frustando a tôdos e me levando embora.
-Tenho que ir diz Ivan, e pela primeira vêz Isinha dá um beijo no rosto dele em agradecimento.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Liberdade ainda que tardia

Hoje eu resolvi me libertar.Dos medos, incertezas,amarguras,da dificuldade de dizer não,dos apegos materiais e de tôdas as coisas, ou pessoas que me botam prá baixo que me fazem chorar.Então vou ploclamar minha independência,erguer a espada da coragem e gritar bem alto:INDEPENDEÊNCIA OU MORTE!Sim porque morrer é deixar de viver,e viver pela metade não é viver.Cada pessoa,penso eu, deve viver intensamente,bebendo cada gole de felicidade que a nós é oferecido por Deus.Ouvir o cântico dos pássaros,molhar os pés na agua do mar, mergulhar, pular ondas,sorrir como as crianças,beijar as pessoas amadas e amar intensamente,sem pudor,sem medida.
Porque o amor é o mair sentimento que existe na face da terra,o mais poderoso,capaz de tranformar o feio no belo,o amargo no doce, o espinho na flôr.
Hoje Senhor eu agradeço por tudo isso,pela minha vida amém.

sábado, 14 de janeiro de 2012

FELIZ 2012

Este ano quero escrever mais,beijar mais,amar mais,caminhar mais, ficar mais perto da natureza,ouvir os pássaros,molhar os pés na água do mar,doar mais,viverm mais, muito mais,viajar,mergulhar,mergulhar de cabêça bem dentro de mim,meditar mais, interiorizar,boiar em cima dos problemas,ganhar mais,perdoar mais,tolerar mais..Enfim ser mais eu...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

capítuloVIII

No outro dia assim que saí da loja ao meio dia fui encontrar com meus exêntricos amigos.Liguei para casa e falei que ia almoçar no trabalho,porém a ansiedade era tanta para continuar escrevendo que nem almocei.
Ao chegar vi que esvam comendo,uma verdadeira gororoba,quiabo ensopado com feijão e farinha.O velho fazia bolinhos de feijão com farinha amssando na mão e depois comendo.Quer um perguntou?Gentilmente agradeci e falei a Isinha se poderia ficar vindo aquele horário durante a semana pois era o único que tinha,no sábado ficaria a tarde tôda.Ela concordou e fomos nos sentar afastado dos outros.
A sala do casarão começou Isinha,era anexa à varanda e separada desta por uma enorme porta de vidro e madeira que só se fechava a noite quando tôdos iam dormir.E foi na sala que apareceu a filha mais nova do senador,figura franzina e arredia, de aproximadamente 8 anos,cabelos lisos caidos pelas costas.
Ao vê-la passar a mãe chamou em voz alta:
-Isinha venha cumprimentar minhas amigas.Seu nome verdadeiro era Isadora.
Ela tinha pavor daqueles barulhentos bate papos e preferia ficar em seu quarto lendo seus livros ou voando nas asas da sua imaginação.A contragosto foi saudar as senhoras da varanda.
Uma delas chamada D. Bertinha admirou-se de vê-la tão crescida.
-Como está bonita, venha me dar um beijinho.
Isinha achava ela muito afetada, tagarela,,gesticulava e mostrava as enormes unhas vermelhas quando conversava.Para ela era D. Bostinha em vêz de Bertinha.Deu um beijinho social em cada uma delas,voltando em seguida para o seu quarto.Era um quarto grande com três camas:a dela, a de Milú sua irmã que tinha 14 anos e a terceira de Luiza,que tinha dezenove.Além das duas tinha a irmã mais velha de tôdas com vinte e três anos,era universitária e morava no Rio de Janeiro, e se chamava Marion.
Além das quatro filhas o senador tinha dois filhos:Sandro com 24 anos e acabara de se formar também no Rio de Janeiro,e José Coelho Filho mais novo que herdara o nome do pai.
Neste ponto tive que interromper novamente.Hora de ir ,até breve.

Os bem-te -vis da minha terra

Bem te vi Bem te vi canta insistente na minha janela, toda manhã.Acordo e olho para ele;pequenino,amarelinho,tão bonitinho.Voa prá lá e prá cá,faz piruetas e continua sua cantiga Bem te vi.
Me sento na canta e fico escutando seu fuxico.E fico olhando da minha janela,o Bem te vi contando que viu a beleza do rio ,a beleza do mar.que viu as pessoas caminhando apressadas no calçadão,que as pessoas querem viver melhor e por isso malham desesperadamente nas academias.Bem te vi o sol brilhando tão forte que nem parece ser ainda tão cedo.Bem te vi a cidade está acordando preguiçosamente.Bem te vi também tanta maldade.O assalto à mão armada,o ladrão apanhando da polícia.Bem te vi sacode as assinhas.Bebe água na poça do chão.Bem te vi grita ele,parece que está lendo meus pensamentos minhas preocupações.E ele que tudo vê e conta prá tôdo mundo.Sai voando e some no céu.Me dou conta que a vida continua, tenho que trabalhar.

O mundo de olho no Brasil

Corre,corre,derruba daqui,constroi ali,milhões e milhões vão desaparecendo por conta dos jogos.Olimpíadas,Copa do Mundo,copa das nações, copa das Américas,copa não sei mais de que,futebol,futebol,futebol...É goooolll.
Chega chega,varre as ruas,limpa tudo,pega as crianças sujinhas,com os esbugalhados de fome e esconde não sei aonde.O mundo só vai ver gente bonita,alegre, favelas sim, porém pacificadas,sem drogas,sem violência.Sem fome? Sem pobreza? Com saúde para tôdos? E educação?
Cuidado meu Brasil,não se preocupe tanto em esconder o lixo debaixo do tapête.
Quando vieram nos visitar os turistas cheios de grana,que vem assistir o nosso tão famoso futebol,deixe que eles olhem para os olhinhos tristes e famintos das crianças,que sintam um pouco do suor sofrido do nosso trabalhador,da falta de escolas,de hospitais,saneamentoetc.Só do que é básico para se viver com dignidade.
Quem sabe assim muita gente brasileira sinta vergonha de usar do poder político que lhe foi dado pelo povo para engordar seu próprio ego.Porque dinheiro existe só que está mal empregado.
Vamos abrir as portas do Brasil para os turistas,para o futebol mais também para a solidariedade.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Oi gente,não desistam de mim em breve voltarei com a novela virtual.